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Corinthians trabalha para ter terreno de Itaquera em definitivo

O Corinthians já tem prontas suas exigências à Prefeitura de São Paulo como parte do acerto para que o estádio que será construído em Itaquera seja utilizado pela cidade e pela CBF na Copa do Mundo 2014. A principal delas: transferência em definitivo da área de 197.095 metros quadrados.

A concessão do espaço foi colocada em prática em 9 de setembro de 1988, pela Lei 10.622, que autorizou a doação da área de propriedade municipal, gratuitamente pelo prazo de 90 anos, independentemente de concorrência – área recebida em permuta da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), destinada à construção de estádio.

Quase 22 anos depois, o que se viu no terreno foi apenas a construção de um Centro de Treinamento. A situação sempre preocupou Andrés Sanchez, já que os termos do contrato são claros: se a construção do estádio não for realizada, a concessão estaria automaticamente rescindida.

De acordo com um prestador de serviços do clube, que prefere não se identificar, o Timão quer a posse definitiva de um terreno que vale aproximadamente R$ 200 milhões. Montante esse que tem por base o preço médio do metro quadrado no bairro. Considerando que ele está de frente para o metrô, fica mais valorizado.

A prefeitura já entrou com processo de reintegração de posse. Com base em uma ação civil do Ministério Público, o Município de São Paulo solicitou até o pagamento de aluguel. Andrés Sanchez quer a concessão definitiva para assegurar de vez um estádio para o clube, e não uma solução paliativa como o Pacaembu.

Além disso, poderá justificar a recusa do projeto do Banif, que prevê a entrega da área entre Guarulhos e a Avenida Aricanduva, além da oferta do Advento, também para Itaquera, que prometia R$ 200 milhões em caixa – para a compra da área – após uso inicial de propriedades da arena.

Caso aceite a proposta do Corinthians, a prefeitura estará praticamente assinando uma parceria público privada. Assim, caindo em contradição na medida em que prega o não uso de dinheiro público para um estádio da Copa-14. Para a cessão definitiva, Gilberto Kassab terá de baixar um decreto.

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